Tour: Valverde vence e Wiggins fica perto da glória

 

Alejandro Valverde voltou aos grandes momentos, depois de se impor na última etapa pirenaica do Tour. O colega do português Rui Costa na Movistar foi o único fugitivo a resistir à locomotiva imparável da Sky e chegou a Peyragudes com 19 segundos de vantagem sobre Wiggins e Froome, os dois primeiros da geral.

Esta dupla, de resto, já não deverá ser surpreendida nas últimas etapas, destinadas a roladores e sprinters. Não será precipitado afirmar que o britânico Bradley Wiggins vai suceder a Cadel Evans na consagração final em Paris.

Relativamente aos portugueses, realce para a boa etapa de Rui Costa. O nortenho voltou a integrar uma fuga, ao lado de mais seis ciclistas, mas foi alcançado a cerca de 20 kms da meta. Acabou a etapa em 32º e subiu um lugar na geral, do 19º para o 18º.

Sérgio Paulinho finalizou no 47º posto, a mais de 15 minutos de Valverde, e continua a lutar por um lugar no top-50.

Classificação da 17ª etapa:

1, Alejandro Valverde (Movistar), 04h12m11
2, Chris Froome (Sky), a 19 s
3, Bradley Wiggins (Sky), m.t.
4, Thibaut Pinot (FDJ), a 22 s
5, Pierre Roland (Europcar), a 26 s
6, Jurgen van den Broeck (Lotto), m.t.
7, Vincenzo Nibali (Liquigas), a 37 s
8, Tejay van Garderen (BMC), a 54 s
9, Chris Horner (Radioschack), a 1m02
10, Daniel Martin (Garmin), a 1m11
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32, Rui Costa (Movistar), a 6m55
47, Sérgio Paulinho (Saxo Bank), a 15m02

Classificação geral:

1, Bradley Wiggins (Sky), 78h28m02
2, Chris Froome (Sky), a 2m05
3, Vincenzo Nibali (Liquigas), a 2m41
4, Jurgen van den Broeck, a 5m53
5, Tejay van Garderen (BMC), a 8m30
6, Cadel Evans (BMC), a 9m57
7, Haimar Zubeldia (Radioschack), a 10m11
8, Pierre Roland (Europcar), a 10m17
9, Janez Brajkovic (Astana), a 11m00
10, Thibaut Pinot (FDJ), a 11m46
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18, Rui Costa (Movistar), a 29m23
52, Sérgio Paulinho (Saxo Bank), a 1h40m01

Tour: Voeckler faz “bis” nos Pirenéus, Wiggins conserva liderança

O ciclista francês Thomas Voeckler (Europcar) ganhou hoje a etapa rainha dos Pirenéus da Volta a França, após 197 quilómetros entre Pau e Bagnères-de-Luchon, enquanto o britânico Bradley Wiggins (Sky) se manteve no topo da classificação geral.

Voeckler, que já tinha vencido a 10.ª tirada, concluiu o percurso em 5:35.02 horas, seguido pelo dinamarquês Chris Sorensen (Saxo Bank), 1.40 minutos atrasado, e do espanhol Gorka Izaguirre (Euskaltel), a 3.20 minutos de distância.

O dono da camisola amarela, Wiggins, chegou na 12.ª posição e segue com 2.05 e 2.23 minutos de vantagem sobre o colega e compatriota Chris Froome e o italiano Vicenzo Nibali (Liquigas), respetivamente.

Tour: Sanchez nega vitória a Sagan

 

 

Luis Leon Sanchez foi o grande vencedor da 14ª etapa da Volta a França. O ciclista da Rabobank garante assim a quarta vitoria em etapas no Tour num dia que viu o português Sérgio Paulinho a integrar a fuga e a cortar a meta em sexto lugar. Bradley Wiggins segue de amarelo.

O português Sérgio Paulinho (Saxo Bank) integrou a fuga do dia composta por 11 elementos, incluindo Luis Leon Sanchez, que chegou a ter mais de 17 minutos de vantagem em relação ao pelotão, vantagem essa que se manteve virtualmente constante mesmo durante as duas subidas de primeira categoria do dia.

Sandy Casar(Francaise des Jeux), outro dos fugitivos, foi o primeiro a passar na frente no alto da segunda contagem de primeira categoria, o Mur de Pèguère, a cerca de 40kms da meta.

Já na descida o francês decidiu tentar a sua sorte e teve a companhia de outros 4 ciclistas : o camisola verde, Peter Sagan (Liquigás). Luis Leon Sanchez (Rabobank), Gorka Izaguirre (Euskatel Euskadi) e Phillipe Gilbert (BMC).

Lá atrás o pelotão seguia a um ritmo tranquilo quando, subitamente, Cadel Evans vê o azar bater-lhe à porta. O australiano sofreu um furo e nem o carro de apoio neutro nem o carro da equipa estavam lá para auxiliar o chefe de fila da BMC.

Mas a Sky, numa atitude de fair-play dá indicações para o pelotão aguardar por Evans, ele que viria a furar por mais duas ocasiões e que apenas conseguiu reentrar no grupo dos favoritos, na descida, dentro dos derradeiros 20kms.

O camisola amarela Bradley Wiggins (Sky) também sofreu um furo, bem como Michelle Scarponi (Lampre). Uma situação que poderá ter sido originada pela colocação de pionés na estrada.

A cerca de 11kms da meta Luis Leon Sanchez lança o ataque que viria a garantir-lhe a vitória. Ninguém respondeu ao espanhol que a 10kms da meta já tinha cerca de 26 segundos de vantagem para o quarteto de Sagan. Depois de quase 170kms escapado e 10kms de contrarrelógio individual, Sanchez cortou a meta isolado em Foix.

Peter Sagan foi o mais forte entre o quarteto perseguidor e fez segundo, 47 segundos depois de Sanchez.

Sérgio Paulinho terminou na sexta-posição a dois minutos e 51. Uma grande prestação por parte do ciclista português da Saxo Bank.

O pelotão, incluindo o camisola amarela e Cadel Evans cortaram a meta com mais de 18 minutos de atraso para o vencedor.

Nas contas da geral, Bradley Wiggins segue de amarelo.

 

Tour: Pinot vence 8.ª etapa e Rui Costa subiu ao 12.º lugar da geral

 

 

O francês Thibaut Pinot (FDJ-Big Mat) conquistou este domingo a 8.ª etapa do Tour’2012, depois de ter chegado isolado à meta instalada em Porrentruy, na Suíça, oferecendo a primeira vitória à França na prova deste ano.

O grupo onde estavam os principais candidatos à geral chegou a 26 segundos do vencedor da tirada, com Cadel Evans (BMC) a ser segundo e o francês Tony Gallopin (RadioShack Nissan-Trek) a ser terceiro.

O britânico Bradley Wiggins (Sky) manteve a camisola amarela com os 10 segundos de vantagem sobre Evans.

O português Rui Costa (Movistar), que esteve em fuga no início da etapa, subiu ao 12.º posto da geral, a 3,24 da amarela, depois de ter sido 19.º na tirada, a 1,25 do vencedor.

Tour: Peter Sagan vence 6.ª etapa ao sprint

Peter Sagan (Liquigas) conquistou esta sexta-feira a 6.ª etapa no Tour’2012, a terceira no seu ano de estreia na prova francesa, depois de ter sido o mais forte ao sprint na chegada a Nice.

O ciclista eslovaco superou na reta da meta o alemão Andre Greipel (Lotto), que havia vencido as duas últimas etapas, e o australiano Matthew Goss (GreenEdge), 2.º e 3.º classificado, respetivamente.

O suíço Fabian Cancellara (RadioShack Nissa-Trek) continua a vestir de amarelo.

Já o português Rui Costa (Movistar) chegou integrado no pelotão (58.º) e subiu ao 20.º lugar da geral, estando apenas a 42 segundos da camisola amarela.

Sérgio Paulinho (Saxo Bank) foi o 84.º a cortar a meta, a 2,09 minutos de Sagan, sendo agora o 100.º classificado.

Destaque pela negativa para as quedas de ciclistas com aspirações à classificação geral, como Michele Scarponi (Lampre), Frank Schleck (RadioShack Nissa-Trek), Ryder Hesjedal (Garmin), Robert Gesink (Rabobank) e Alejando Valverde (líder da equipa de Rui Costa), que perderam bastante tempo no dia de hoje.

 

Tour: Cancellara regressou em grande para vestir amarelo

Fabian Cancellara cilindrou toda a concorrência no prólogo do Tour, deixando Wiggins, segundo o mais de sete segundos de diferença, muito para uma prova tão curta, perante uma assistência calculada em 300 mil pessoas, que faz jus ao prestígio da prova e  ao entusiasmo pelo ciclismo na Bélgica.

Fabian Cancellara (RadioShack-Nissan) venceu pela quarta vez um prólogo do Tour (2004, 2007, 2010, 2012) regressando aos grandes triunfos, numa especialidade na qual foi durante alguns anos líder.

Bradley Wiggins  ia ultrapassando todas as expectativas, quando no ponto intermédio do prólogo de Liége tinha seis segundos de atraso sobre Sylvain Chavanel, recuperando os seis segundos e mais alguma centésimas na parte final da C/RI.

Chavanel fêz jus ao título de campeão francês de C/RI e esteve no comando da prova durante largo tempo, obtendo uma marca de grande valor, que o catalogam como um ciclista a ter em ,linha de conta para o futuro.

Azar teve Tony Martin, furou o que lhe retirou qualquer hipóteses de discutir a corrida, enquanto Peter Sagan, outro dos favoritos ao entrar mal numa curva, perdeu tempo considerável.

Dos ciclistas considerados favoritos à partida, Denis Menchov no oitavo lugar, a 13 segundos foi o  segundo melhor posicionado, o melhor foi Wiggins  os únicos que conseguiram um lugar nos dez primeiros do prólogo.

Com este triunfo, a Radioshack entrou com o pé direito no Tour e poderá conservar a túnica de guia, por mais algumas etapas, dada a ausência de bonificações, que caracterizava a habitual mudança de camisola amarela entre sprinters na primeira semana do Tour..

Vitima de uma queda no Tour de Flandres, Cancellara hipotecou toda a temporada das clássicas, regressando em grande, e dando novo alento a uma equipa a atravessar um momento difícil.

O público, esse, compareceu em grande número, animando de novo a caravana do Tour, depois de na passada quinta feira não ter entusiasmado a organização da prova.

Rui Costa e Sérgio Paulinho fizeram tempos semelhantes, a cerca de 24 segundos do vencedor, o que se pode considerar positivo dadas as características da prova., estando ambos incluídos no top 60.

Dos favoritos, Cadel Evans perdeu 17 segundos para Cancellara, Samuel Sanchez 33 segundos, Alejandro Valverde 28 segundos, Gesink perdeu 18 segundos.

Classificação:

1 Fabian CANCELLARA RNT 7:13
2 Bradley WIGGINS SKY 7
3 Sylvain CHAVANEL OPQ 7
4 Tejay VAN GARDEREN BMC 10
5 Edvald BOASSON HAGEN SKY 11
6 Brett LANCASTER OGE 11
7 Patrick GRETSCH ARG 12
8 Denis MENCHOV KAT 13
9 Philippe GILBERT BMC 13
10 Andriy GRIVKO AST 15